quarta-feira, 12 de julho de 2017

Evitando interferências: supressores de ruídos eletromagnéticos



Se não posso evitar o ruído interferente que vem de fora, então devo ao menos cuidar das fontes emissoras de ruído que partem de dentro de minha própria casa. De uns tempos para cá passei a tomar algumas medidas para conseguir diminuir os ruídos causados por emissões eletromagnéticas indesejadas e que são tão prejudiciais às escutas de rádio. Algumas vezes cheguei a desligar a chave geral de casa quando estava sozinho, de forma a notar com maior exatidão a quantidade de ruídos em meu receptor. Para isso eu deixava o dial do rádio em um ponto sem transmissão. Um SDR também pode auxiliar muito na investigação de interferências, pois é possível visualizar graficamente o espectro. Era impressionante a quantidade de ruídos vindos da própria rede elétrica!

Venho substituindo gradualmente as lâmpadas fluorescentes por lâmpadas do tipo LED. O ruído era notável no quarto onde mais gosto de fazer escutas. Depois da troca, ao apagar e acender o interruptor, parei de ouvir o ruído interferente da lâmpada. Uma pequena vitória.

As cercas elétricas costumam ser um problema sério de interferência quando não estão aterradas. Chega-se a ouvir o "tec-tec-tec-tec-tec" durante todo o tempo. Um inferno! Em minha residência a cerca foi devidamente aterrada e não gera mais ruídos. No prédio vizinho a cerca não era aterrada, mas após uma conversa, foi aterrada e o problema foi resolvido.

Outra origem de ruídos era a fonte genérica que utilizava no meu antigo computador. Como montei um novo, instalei pela primeira vez uma fonte com PFC ativo da EVGA com todas as certificações e filtros esperados. Trata-se de uma fonte econômica e silenciosa, não só pela ventoinha, mas pela não geração de ruídos - se gera algum ruído não sou capaz de notar, ao contrário da antiga que era uma fonte inesgotável de interferências. 

As fontes genéricas, além de ineficientes e perigosas, em geral não possuem componentes de boa qualidade e não possuem um estágio decente de filtro de transientes. Uma boa fonte deve ter bobinas de ferrite, capacitores cerâmicos azuis de boa qualidade e capacitores de poliéster metalizados. Algumas fontes sequer possuem varistores, este último ítem imprescindível à proteção da fonte e dos componentes de possíveis picos de tensão.

Em minha casa há outras fontes e equipamentos que não possuem um cabo com um supressor de ruídos. Sendo assim, comprei hoje pelo Ebay um kit de 5 supressores de ruído de 3.5mm e outro com protetores de 7mm.  Caso os de 7mm não sirvam nos meus cabos mais grossos (monitor, televisão, decodificador de TV, etc), mais tarde comprarei os de 9mm.


Noto que muitos equipamentos que comprava antigamente, tais como scanner, impressora, gravador externo de DVD, HD externo, carregador de celular, etc, costumavam vir com cabos contendo supressores de ruído. Hoje essa preocupação parece que está deixando de existir e em alguns casos chegamos ao cúmulo do fabricante nem sequer fornecer um cabo de comunicação do equipamento com o computador, o que constatei ao comprar uma impressora da marca Brother que veio sem cabo USB. Outras marcas fazem o mesmo. Não acho que faça sentido algum fazer com que o consumidor saia de casa para comprar um cabo para ligar o equipamento que adquiriu.



A ideia dos supressores surgiu a partir de um experimento que fiz. Meu quarto está próximo à cozinha e sempre que o fogão tinha o seu acendedor elétrico ativado, gerava um ruído forte no meu rádio. Cortei o cabo pela metade, instalei um ferrite circular, soldei os fios, encapei o cabo e passei fita isolante por cima do ferrite deixando-o firme. A interferência sumiu na maioria das faixas como por exemplo em 7Mhz.  Ainda se ouve muito baixinho (quase não se ouve) em 3,5Mhz. O ruído era realmente forte, chegando a se sobressair durante a recepção de sinais mais fracos. Mesmo que por um breve instante, a situação me incomodava um pouco. A vantagem dos supressores acima, é que eles evitam que os cabos sejam cortados para fazer a adaptação. São de encaixar.

Não sei até que ponto estes supressores atenuarão os ruídos restantes, mas resolvi testá-los com base nessa tentativa que fiz e que deu certo. Os dois kits totalizando 10 unidades me custaram menos de R$ 9,00. Acredito que o gasto (gasto? investimento!) não será em vão. Irei instalá-los em diversos equipamentos de uso contínuo como no roteador de Wifi - que em si é um problema, impressora, caixa de som, filtro de linha, geladeira, carregador de celular, etc. 
A ideia é tornar as escutas em meu "shack" cada vez mais confortáveis, livres de QRM.

terça-feira, 11 de julho de 2017

eQSL de OO2RR: Jataí - Goiás


Receptor: Tecsun R9012 
Antena: Longwire 10 metros instalada entre a lage e o telhado
Local de escuta: Belo Horizonte
Distância: 849km

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Nova antena para escuta: EF-SWL


A antena EF-SWL originalmente produzida pela Par Electronics e agora pela LNR Precision pode até não ser uma das mais famosas no Brasil, mas certamente está entre as mais bem avaliadas pelos Radioescutas e Radioamadores.

Foto de divulgação da mercadoria

No tradicional site Eham.net a antena recebeu até hoje 44 avaliações, obtendo a nota 5.0 em 5 na média de avaliações, algo supreendente se levarmos em consideração o alto nível de criticismo dos participantes daquele fórum.


Trata-se de uma antena passiva do tipo "End-fed", projetada para cobrir uma grande faixa do espectro HF (1 a 30 Mhz). Ela possui um casador de impedância (balun) do tipo 9:1 em núcleo binocular e 13,71 metros de comprimento, possuindo um isolador para afixação.


Ela tem uma conexão com acabamento em prata e tratamento em Teflon (o que evita contato com a água) na conexão SO-239. Oferece ainda conexões configuráveis para aterramento. O usuário pode aterrar na posição A ou B ou fazendo uma ligação conjunta de A+B, conforme os testes em seu local de escuta.

Foto de divulgação da mercadoria

Outro dia navegando pelo Mercado Livre me deparei com um anúncio de um experiente DXista brasileiro. Ele estava vendendo a EF-SWL.

Fiz minhas buscas em sites estrangeiros, li as avaliações e pude notar que era muito difícil encontrar pontos de vista depreciativos em relação à performance da antena.

Ulysses me cobrou um valor realmente justo, principalmente se for comparado ao preço da antena em sites americanos. A média lá fora é de U$ 75.00. Fiz a conversão pela taxa de câmbio na data da compra e percebi que paguei menos do que isso por uma antena de segunda mão, mas que havia sido pouquíssimo utilizada, cerca de um ano. Vê-se pelas fotos a sua boa conservação.

Após ver algumas comparações desta com outras antenas, tais como Delta Loop e G5RV e por já estar com vontade de experimentar (finalmente) uma antena longwire balanceada, acabei por comprá-la. O atencioso vendedor me explicou que estava fora de São Paulo e que postaria hoje o produto e assim o fez. Mal posso esperar!

Foto de divulgação da mercadoria

Muitos diriam que se trata apenas de mais uma longwire com balun. Nada demais, até mesmo muito curta, talvez. Para ser tão bem cotada, algo deveria ter de especial. Fui atrás da informação. Pelo que li, a antena é construída com a tecnologia Flex-Weave, isto é, a partir de fio #36, sendo 168 voltas que compõe o radial, o que a torna extremamente resistente e flexível ao mesmo tempo. O fato de não deformar ao ser enrolada faz com que seja uma excelente antena para encontros DX. 

O Flex-Weave começou a ser produzido em 1988 pela Davis RF, sendo considerado o fio mais versátil para antenas, sendo utilizado comercialmente, militarmente e por amadores. Possui acabamento de isolamento em polietileno durável para uso em ambientes hostis, suportando ao longo dos anos até mesmo as sequências de chuvas ácidas. 


A promessa é de que ele não corrói ao longo dos anos como os demais fios e também pode ser amarrado em nós, além de ser mais fácil de ser soldado.  

O Flex-Weave suporta uma pressão de até 127 kg (280 libras), acho que não preciso dizer mais nada sobre a sua resistência, isto por si só já é algo muito interessante.

Segundo o seu fabricante, o Flex-Weave é uma espécie de "Cadillac" das antenas aéreas, cuja qualidade foi atestada por Radioamadores famosos, tais como WA6PJR e N8UG, este último considerado como uma espécie de "guru" dos cabos e fios em Radioamadorismo. O Flex-Weave é vendido também em metros nos Estados Unidos.

Ainda não me decidi se irei utilizá-la na posição L invertido, horizontal ou vertical. Aliás, tenho um arco de 0 a 180 graus para escolher um ângulo "slope", muitos testes serão feitos.  

Foto de divulgação da mercadoria
Também já estou pensando como irei aterrá-la. Já assisti alguns vídeos mostrando a diferença que um aterramento faz na diminuição dos ruídos / interferências. Tenho disponíveis apenas duas estacas de 1/2 polegada cobreadas, de 1 metro cada. Ideal que fossem de puro cobre e provavelmente não resistirão muito tempo, mas creio que se ligá-las em paralelo, conseguirei diminuir em alguns DBs o nível de ruído. Estou em plena área urbana e os apartamentos vizinhos ficam a cerca de 7 metros de minha base de escutas. Nunca utilizei uma antena aterrada, mas como esta já vem com a facilidade para aterramento, farei mais pesquisas a respeito para fazer o melhor uso possível. 

Para obter o máximo proveito da EF-SWL comprei ainda na GalloShop 20 metros de cabo coaxial flexível RG-58 da RFS-KMP, cuja blindagem é de 96%. O cabo já vem montado.


Segundo a RFS-KMP, "A linha de cabos RG da família Radioflex é formada por cabos com impedância de 50 e 75 Ohms e segue as exigências da Norma MIL-C17 e a Resolução Anatel No. 470.

Algumas de suas aplicações:

  • Sistemas de comunicação via satélite:
    Infra-estrutura de transmissão e recepção de dados.
  • Equipamentos de Telecomunicações
  • Sistemas de segurança: Controle de câmeras de CFTV e sistemas de incêndio.
  • Broadcast: Redes e estúdios de Rádio e TV abertas.
  • TV por assinatura: TV paga
  • Sistemas militares: Equipamentos militares de defesa e monitoração.
  • Equipamentos de medição: coleta de dados comerciais, industriais e científicos.



Camadas do RG58 da KMP


Pelas minhas medições, este comprimento é o ideal para uso em meu lote residencial. Também pela primeira vez terei uma antena ao ar livre, já que sempre utilizei a longwire esticada entre a lage e o telhado, não por falta de espaço, mas por simples comodidade. Utilizar uma antena assim desta forma seria um desperdício.

O conector serve perfeitamente no meu Delta 500, mas preciso pesquisar como adaptá-lo para a conexão do tipo P2, de forma que possa ser acoplado ao meu Tecsun 310et que está por chegar. Acho que a garra "jacaré" vai ser a minha escolha primeira. Uma ponta no PL, a outra no P2 metálico.

Outras informações sobre esta antena podem ser lidas (em inglês) no seu manual.














QSL de Family Radio: Estados Unidos



Receptor: Tecsun R9012 
Antena: Longwire 10 metros instalada entre a lage e o telhado
Local de escuta: Belo Horizonte (dentro de casa)

domingo, 9 de julho de 2017

QSL de RNZI: Nova Zelândia


Até o momento esta foi a maior escuta DX que já fiz em termos de distância.



Receptor: Tecsun R9012
Antena: Longwire instalada entre a lage e o telhado (não me recordo a metragem, na ocasião estava testando diferentes metragens, mas acredito que cerca de 20 metros)
Local de escuta: Belo Horizonte (dentro de casa)

Quem escuta Ondas Curtas regularmente sabe que não é em qualquer momento que se tem a sorte de ouvir uma emissora da Oceania aqui na América do Sul.

A escuta foi feita em uma madrugada e só foi possível identificar a emissora porque utilizei fones de ouvidos de qualidade. Ainda assim precisei me concentrar muito para conseguir ouvir o sinal muito débil, abafado pelo grande fade e excesso de ruídos.

Através de uma descrição detalhada da programação, recorri à lista de discussão por e-mails do DXCB e foi então que me informaram sobre a RNZI que até então desconhecia e se tornou uma das minhas emissoras prediletas. Embora não pelo rádio, sempre acesso o website deles para ouvir a programação com uma regularidade quase diária.

Infelizmente eles cobram uma pequena taxa em dólares pelo QSL, mas me enviaram esta confirmação eletrônica. Ainda tentarei obter o QSL em papel que dizem ser muito bonito. 

sábado, 8 de julho de 2017

QSL de Radio Slovakia

Detalhe para a redação em francês

Receptor: Tecsun R9012
Antena: Longwire 10 metros instalada entre a lage e o telhado
Local de escuta: Belo Horizonte (dentro de casa)

sexta-feira, 7 de julho de 2017

QSL de NHK: Japão




Receptor: Tecsun R9012 
Antena: Longwire 10 metros instalada entre a lage e o telhado
Local de escuta: Belo Horizonte (dentro de casa)

quinta-feira, 6 de julho de 2017

QSL de Deutsche Welle: Alemanha

Cartão temático do documentário de animação Walled In produzido pela DW-TV


Receptor: Tecun R9012 
Antena: Longwire 10 metros instalada entre a lage e o telhado
Local de escuta: Belo Horizonte (dentro de casa)

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Dica: Desencapador de cabo coaxial


Nós que estamos sempre utilizando cabos coaxiais para ligarmos nossos rádios às antenas de Radioescuta e de Radioamadorismo, sempre nos deparamos com a dificuldade de manuseio destes cabos. Chegou hoje pelos Correios o meu desencapador.

A bitola dos cabos pode variar e suas respectivas camadas de blindagem  variam bastante de espessura e de qualidade. O desencapador funciona com diferentes cabos: RG58, RG59, RG6 e RG213.

Nem sempre com o auxílio de uma tesoura, estilete ou canivete consegue-se trabalhar o cabo sem ferir o condutor central, sendo requerida uma certa prática para se chegar a um resultado uniforme e bem acabado.


No Youtube há diversos vídeos tutoriais e de apresnetação do produto. 




O desencapador de cabos coaxiais é um instrumento indispensável aos técnicos do ramo de vídeo-monitoramento e de instalação de televisão por assinatura.


Sempre que houver necessidade de construir um rabicho de extensão para ligar o rádio a um dispositivo acessório, tal como um medidor de onda estacionária, caixa seletora de antenas ou mesmo quando vier a a construir baluns caseiros (ugly baluns) ou antenas, o desencapador estará sempre à mão para tornar o trabalho mais caprichado e principalmente mais rápido. É baratinho. Comprei o meu por menos de R$5,00 no Ebay

QSL de PS5A: Maringá, Paraná

"Assinado" em nome do Contest Team PS5A
Receptor: Delta 500 
Antena: Longwire 10 metros instalada entre a lage e o telhado
Local de escuta: Belo Horizonte
Distância: 914 Km

terça-feira, 4 de julho de 2017

QSL de CRI: China




Receptor: Tecsun R9012
Antena: Telescópica
Local de escuta: Belo Horizonte (dentro de casa)

PL310ET da Tecsun: Meu primeiro receptor de OC digital


Sem levar em consideração meu dongle SDR RTL2832U (primeira versão), comprei em junho meu primeiro receptor digital, o Tecsun PL310ET. 

Trata-se de uma evolução do modelo PL310, tendo como diferencial o sistema ETM desenvolvido pela Tecsun para realizar varreduras de frequências sem sobrescrever as memórias já gravadas.  
Versão preta. Disponível também na versão prata.
 
Ele tem uma boa iluminação para facilitar as escutas noturnas, mostra a temperatura local e horário. A função alarme é algo que será muito útil, pois às vezes esqueço de tirar o celular do perfl silencioso/vibrar e o despertador não toca. Ele desperta com buzzer ou com uma emissora, perfeito!
Tecsun PL-310ET - Um rádio bonito

O rádio aceita carregar as pilhas diretamente nele através da porta USB, o que pode ser muito útil em um momento de "emergência", embora irei carregá-las em um carregador externo.  

A conexão para antena FM e OC externa é também um grande granho deste modelo em relação a outros portáteis da Tecsun. 

Tecsun PL310ET: Portátil com conexão para antena externa.
 Através de alguns vídeos no Youtube, percebi que o receptor vem  com um manual em chinês, o que me levou a baixar o manual no formato .pdf em inglês para conhecer o produto em detalhes antes dele chegar.


Tecsun PL310ET - O que vem

Junto do rádio vem uma bolsa para proteção e um fone de ouvido simples.

A entrega deve demorar bastante, pois fiz uma importação. Quando ele chegar farei alguns vídeos de minhas escutas.